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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dance comigo. Eu te peço.

ANGELA – Estive pensando em você.
GUILHERME – Em mim?
ANGELA – E em toda a minha vida.
GUILHERME – E como você está agora?
ANGELA – Feliz por estar aqui.
GUILHERME – Então dança comigo?
ANGELA – Eu não sei mais dançar. Eu vou tropeçar.
GUILHERME – Dizem que tropeço, hoje em dia, é um tipo de dança. Tropeça comigo!
ANGELA – Então me estique a sua mão.
GUILHERME – Aqui ela está.
ANGELA – Você me segura?
GUILHERME – Eu te levo.
ANGELA – Eu arrisco um primeiro passo.
GUILHERME – E eu vou nele, com você.
ANGELA – E outro passo.
GUILHERME – E já estamos dançando. Viu como é fácil?
ANGELA – Obrigada, meu amigo.
GUILHERME – Meu primeiro amor.
ANGELA – Eu?!
GUILHERME – Você foi o meu primeiro amor! Então eu te peço: dança comigo? Dança! Agora! Aqui! Lá fora! Ao relento, onde for! E dançarei mais ágil, sempre que tentarmos explicar o que acontece entre nós. E estarei aqui – como agora estou – para levantar a inclinação da sua cabeça. Olha! Lá fora há lua e aqui dentro só silêncio. Vamos fazer algum barulho! Dance comigo. Eu te peço.

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