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sábado, 31 de outubro de 2015

o vidro

gelado
sobre o petróleo plástico
o vidro gelado
derrete
enquanto eu desisto
de esperar
por alguma coisa.

meus sonhos secaram
durmo e feito pedra
também acordo

escrevo no escuro
e nele mesmo
abandono-me

sem ponto final
o vidro não cessa
de invadir minha casa

é o casco
a ampola
é o seu sorriso
todo errado

o vidro chegou novamente
quase congelado
eu o bebo
inteiro

boquete no gargalo
bebo tudo

e durmo
passavelmente bem
posto não seja
preciso
devolver

os cascos.

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