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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Spirit Indestructible

Certa leveza impera
sobre todas as coisas soltas
e convoca: a hora
é essa.

Desfiles percorrem avenidas
o sol está ameno e a pele
destemida ao
desencontro.

Uma coisa sem nome
é o cerne do abandono,
e persiste o corpo
se assumindo em vão.

Haveria vida não fosse esta
a maior convicção?

O corpo está só
mas de mundo rodeado
ele está
Dançando solto

sem freio
sem medo
sem nada
exceto

o tempo
(abraçando todas as partes
hoje mais que nunca
órfãs).

Uma fera
afaga o interior
esvaziado,

Uma fera
observa atenta
o inédito rompido
laço.

Tudo o que foi vivido
ainda agora não se compara
a essa poesia tremenda
e Torta.

Meu espírito só quer dançar.

Ele só quer dançar.

Ele dança, então,
espírito meu.

A destruição hoje é sua melhor amiga.

Confia nela
rompe a bainha
E fica
perplexo
Nu
No centro
desta sala
de restar

e, por fim,
quando tudo estiver cansado da mesma rima,

Voltarás.
A si,
em reverência
e pronto
Mesmo
para outro
outro um

Recomeçar.

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