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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Aguardando a confirmação do pagamento.

Não há nada. É isso mesmo. A manhã amanheceu de novo. O café que antes estava quente agora já está meio ao meio. Não sei de nada. Não quero saber. Não paguei as contas e não pensei no futuro. O meu instante se resumo a sê-lo, nele, inteiro, sem ismo.

Penso um pouco antes de te escrever essas palavras. Há uma fome em mim que me faz comprar cadernos e canetas para estar pronto - vai que? - eu precise me usar das palavras em folhas largas. Eu queria compreender como eu posso precisar tanto das palavras. Eu ainda não entendo.

O café aqui. O amor viajando. Eu sozinho, pensando, que sim, este espaço da solidão é essencial. Eu preciso entender isso. Por que é que eu estou me exigindo, ultimamente, entender tantas coisas? Eu queria entender o motivo disso.

Não, não é nada. Não é depressão, não é chuva, não é montanha, nem serra quiçá vale. É planície retina em verde e acolchoada. Nela deitam-se palavras desconhecidas e também outras, velhas e novas.

Em breve eu verei minha mãe, meu pai, minha casa da infância. Em breve estarei com meus sobrinhos e irmãos. E eu acho que estarei com aquele eu perdido dentro de mim. Para onde foi que eu me meti que eu fiquei triste tão rápido?

Cismo com essas coisas, enquanto aguardo o cartão de crédito confirmar o pagamento do leite dos meninos.

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