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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Aleautoria

talvez faltasse ar
o que AS movem
que tesão é que cruza
dor essa que não fechar
agora não reverter
versos que eram um todo agora foram por mim separados

desejos que começam no parque
se tivesse um
do rosado ganham tinto inebriado
que nem sei se prezo mais
toda afirmação é dúvida
fechar nem sempre ajuda
eu que movo A de se dizer eternamente
se tivesse iria me portar
qual conceito explica esse requerimento
que faço em partes
a tudo o que ao meu redor transpira não mais interrogações
o branco do vazio
toda palavra se exclama-se sozinha
não precisamos de mais pontos porque um ponto nunca cessa
não nada
eu salto a linha
o sangue por completo
ou agora são pequenas agonias de um pai autoritário?
se eu quisesse.
pleno amante
não
o branco revela o galopar
não encontrar
revela se quiser posso eternamente
que foi que eu fiz comigo
exceto
a ordem dos fatores altera o resultado?
um amor
importar ia não estivesse em mim eu
se eu um amor
o corpo precisa o cansaço
talvez não me fosse suportar
tivesse
quem fosse reconhecer
amor
que não
se eu tivesse
se eu
talvez me trasmutar
quer mais dizer
talvez ser sempre sedento
para torná-lo sede
do meu próprio esquecimento
se eu
não quer dizer não tenho
anula em mim os princípios
deixaram de transpirar a agonia do poema originário?
começam a crescer
.

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