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terça-feira, 5 de julho de 2011

15/10/07

Existe uma ponte
Nebulosamente longa
Tão grande é a verdade
E tão fraco o copo
Que diz a sustentar.

Uma ponte
Que parte
Do dizer
E que se por acaso chega
É quase capaz
Do outro lado
Falecer.

Ponto que culmina
Em ação
Em concretude
Em atitude.

Da verdade
A sua exibição.

Não como produto
Vitrine
Mas como conhecimento
Afirmação.

Ponto, travessia, colisão!
É preciso bater para sair do lugar.

Eu que escrevia a poesia
E você que adorava
Declamar.

Eu que fazia a piada
E você que a ganhava
E descontrolava  mundo
Fazendo-o rir
Ate chorar.

Eu que inventei certas feridas
Que só vi existirem
Pois você se dispôs
A fazê-las reais:

Eu no papel
Você no corpo

Eu com caneta
Você num soco

Eu na tinta
Você no sangue

Eu aqui
Você já longe

Onde nos encontramos
Agora?


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