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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um adeus para Cecília

Não. Espere. O corpo me diz ainda algum silêncio. A porta se abriu. Tenho medo. Vá medir, com seu instrumento. Foi naquela noite. Ela me disse, o que é isso. Desde então eu não fiz outra coisa a não ser perguntar. O que foi? O que foi eu não sei, mas por quê? Eu também não saberia. No corpo uma persistência vaga. Como pode ser uma persistência tão vaga? No peito uma persistência persiste na boca um gosto de medicamento no centro um peito no peito um centro... Adeus, Cecília. Jamais outra vez vou saber dizer o seu nome. Jamais outra vez vou dizer. Certo. É certo, porém, dizer. Não jamais. Não vou ser. Nem estar, permanecer. Seu amor é fatídico. É fastio festim vestido num alvorecer. Ai, como dói crescer. Como dói dizer que acabou, mas assim, pode até ser... Acabou.
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