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sábado, 4 de outubro de 2008

Friso branco

Até quando achar conveniente
este espaço não me terá mais,

Alguma coisa nisso que captura
e lança ao ar,
quebrou

Alguma pá do ventilador se enforcou-se

O liquidificador cortou as próprias hélices
e o copo rachou-se na tentativa da fuga,
era apenas para fazer um suco de uva,
eu tentei dizer.

A faca elétrica repousa tranquila,
pode dormir o resto da vida
não se importa
não vê tanta importância assim em ser ou não ser ou tanto faz se é eu ou você

Por isso, resguardo-me
porque existem muitos buracos
porque muitos existem em poços
escavados
acidentados

Qual o meu?

Eu me pergunto
mas estou sempre atrasado
Preciso tomar outro banho
remover do corpo esse suor perdulário
que me confisca a cada esquina
que me delata em pleno corredor
suor que sob o sol dilata sobretudo
o que eu não me importo em ser.

Pode ser assim
este mês para mim
é sempre um transtorno
cálculo no rim

é sempre um cuspir do mundo
por uma boca que não sabe dizer bola
porque somos ovóides
mas isso
isso não
se apreende da escola.

O que mais?

Planète.

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