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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Tempo.Momento

Eu me contemplo
e vago me perdendo
versando sobre quem poderia aqui vir me ler.

Num só momento
eu confundo o que é tempo
com o que posso vir a querer,

ter
deter
beijar
matar
morrer.

Essa poesia está suja ou ser suja é seu natural?

Essa escrita foi uncutida ou é habitual?

De antemão
tudo aqui é tão vital
tudo aqui ultrapassa (quase sempre)
a proposta conceitual

mas as rimas insistem
já disse uma vezes
feito lágrimas
precisam existir
insistem
e se modelam
para um dia
- plenas -
cair.

Não sei mais como dizer
seria lindo e pós-dramático
desenhar com o corpo
essa fragmentação do embate
de querer fazer e ser
ao mesmo tempo
que o fazer com o ser
se...

Enfim
eu não vou dizer
minhas palavras imprecisam-se
ao passo que dependo delas
para sobreviver?

Over?
Overoquê?
Que limite me faz dizer que o meu over
está além do(c)éu
ou é demais paraover ser?

DON'T
eu quero tempo
para entender
mas sem pensar
tempo para deixar correr
e nisso, meu bem eu digo
deixar correr pois tudo que corre
corre realmente para o seu morrer.

.

2 comentários:

Anônimo disse...

a parte do beijo ainda é a melhor!rsrs

Amigos disse...

Tô indo.
Te amo.

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