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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Perdizes

Tudo o que eu quis dizer
morreu feito escarro ralo abaixo
morreu feito desejo maltratado
posto de castigo num canto entupido do peito amargurado.

Tudo aquilo que quis te fazer
fiz sem volteios em imagem sem som
fiz sem rodeios em minha imaginação
e talvez por isso aguente seguir
mais um pouco sem te tocar.

Tudo o que queria ou quis
e quero
é tudo verdade
desejo é sincero
mas demora
enrola
embrulha pra viagem
por favor, passe outrora

Para ver se ainda te quero
para ver se o fogo não nego
para ver e ser estar permanecer
isso tudo aqui dentro que

é mentira,
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh perdoe-me você que aqui lê



PORQUE A MINHA POESIA ESTÁ DROGADA
VICIOU-SE NUMA ESTRADA MEDONHA
INTITULADA AMOR

E EU SEQUER ESTOU AMANDO!
POR QUE HAVERIA ELA DE SEGUIR?
EU SOU CHEIO DE ÓDIO
POR QUE DEVO SEMPRE SORRIR?
EU JÁ NÃO QUERO TANTO IR
E POR QUE ENTÃO A RIMA INSISTE?

QUE HORROR!
MERDA DO CAMINHO!
EU NÃO AGUENTO MAIS ESSE CINISMO
ALGUÉM ME AJUDE!

DÊ-ME UM SOCO DE PRESENTE
FAÇA-ME SER MAIS IMPACIENTE
E NÃO ME DEIXE ASSIM
PERMITIR
QUE CERTAS COISAS PASSEM TRANQUILAS
QUANDO NA VERDADE
ALMEJO O SEU FIM!!!!!

NÃO ME DEIXE MAIS RESPIRAR
SE O AR QUE EU DISSER ESTIVER SORRINDO
SE O TEMPO NESSE ESQUEMA FOR MALEÁVEL
EU NÃO PERMITO!,
QUE MINHAS RIMAS SEJAM VIRGENS DO ABRUPTO
QUE MEU PASSADO NÃO SEJA ESTUPRADO
SOBRE UM MURO
E QUE EM MINHA PELE
NÃO SURJA O CÂNCER DE TODA A POESIA
QUE NÃO FUI SINCERO
O SUFICIENTE
PARA FAZER VIVER

É POR ESSE MOTIVO
QUE UM POETA DEVE MORRER

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