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domingo, 7 de setembro de 2008

Dessa geração

Eu sou dessa geração
Da geração solidão
De quem não troca ou troca
Um café sozinho
Por uma outra mão

Eu sou dessa solidão
Geração de jovens perdidos
Que se encontram deprimidos
E ainda nisso
Vêem algo bonito
Algo menos terrível
Algo solene
Poético
Preciso.

Sou da geração do hip-hop
Ainda que não saiba o que possa ser
Sou dessa geração que vê tudo muito rápido
acontecer
Tudo surgindo crescendo e morrendo
Tudo que já nasce com data programada
Para amar
E morrer.

Sou da geração do DVD
Amontoados no quarto
Tentando arquivar um mundo
Que se multiplica num só lapso
E que sim, eu resistente
Tento colocar num só HD,

Num pen-drive eu tento colocar você
Caso coubesse
Você
E todas as minhas músicas prediletas.

Mas não
É coisa demais
É muito amor não correspondido
É muita dor de cabeça
E sempre aquela sensação
De que o inacreditável – realmente - acontece.
Pelo menos uma vez por semana
Deverás ser demitido
Desmentido
Uma vez por dia
Ao mínimo
Serás todo despido,

Por isso a geração se tranca
Ou deseja apenas se indispor
Se expor a todo o custo
Faça frio
Ou calor

Ou o meio-termo que é bem nossa cara!
Que é bem nossa cara estar partido
Ao meio inteiro
Ao meio branco e preto
Ao meio amargo mas doce
Leve duro peso passageiro

A geração essa do expor
Acontecendo em qualquer estação
Fabricando suas próprias bolsas
E moldando nelas
O tamanho de nossos filhos
E de suas asas, sim, de suas asas!

Da geração que inventa
A própria roupa
E caminha toda iconoclasta sobre a moda passada
Vendo novo onde tudo velho ainda agoniza enxergamos respiração

E as vitrolas todas giram e seu ruído de dor é technô.

Na faculdade há muita filosofia ainda mais no corredor.

Porque o presente só acontece agora
E disso nós sabemos bem

Por isso tantos cigarros
Tantos comprimidos
Tantas balas e doces
E tentativas de extrapolar o sentido
De fazer a pele ser mais que esconderijo
E virar mansão

Mansão onde possa eu te receber
Independa o sexo
Ou o que isso vier a ser,

O SEXO

Disso nós sabemos bem.

.

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