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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Como eu me sinto por dentro

A vida às vezes é como um jogo.

Aí você surge, tudo ao redor despenca.

Nada para me dizer, mas ainda assim, você consegue

Me afastar de qualquer e todo medo

Porque me faz acreditar.

E é isso. Eu nunca senti nada parecido.

É desse ineditismo que eu falo.

Como foi quando me senti seguro, mesmo despido.

...

Isso que eu acabei de escrever não sou eu. Foi uma tradução simultânea. Ouvindo uma música e escrevendo o que ela parece dizer, após filtrar-se por meus ouvidos, após filtrar-se por meus sentidos. Sentimentos.

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Não quero mais brincar disso. Dói. Porque eu invento rosas que não existem. Invento dores que depois em mim persistem.

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Outro dia sabe como me senti? Me senti feito uma placa retorcida de um metal qualquer. Metal duro, liso, cortante. Mas qualquer. E essa placa, esse eu, foi atropelado. Uma vez. Depois várias. E várias vezes por rodas de um mesmo carro. Por partes de um mesmo corpo eu fui estuprado. E então o dia fez-se em sol. E eu já ali confuso, vi-me distante. E lá de cima, pude ver. Estava mesmo colado ao chão de asfalto. Era quase todo negro. Porque o calor me derretia aos poucos e os atropelamentos me fixavam e não me deixavam respirar. Os atropelamentos faziam com que, vez ou outra, o sol eu não pudesse ver. Eram a minha dor, a sua causa, e a minha calma, a minha escuridão e lucidez.

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Outro dia uma mulher passou por mim chorando. Fiquei parado depois que ela por mim passou. E nisso ainda pude ouvir seu dizer: Eu quero morrer. Eu quero morrer.

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