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sábado, 3 de maio de 2008

Tentativãs

Quando eu tento escrever uma poesia
É porque ela já não se fez.

É porque foi mentira
E a tentativa
Se viver outra vez
Que venha quando for verdade
Esse meu tentar

Que venha a poesia
Somente quando em meu corpo puder restar
Perdida
Feito nos versos
De saída
Feito já nas rimas
Que sempre indicam o caminho
Como se soubessem o amanhã.

Quando eu tento escrever sobre o amor que ainda não tive
É tarde
E restam tristes
Palavras perdidas no fundo branco desse papel em declive.

Basta tentar
Para ver-se impreciso
Basta viver
Para ver-se impelido
A vir criar
A ver surgir
No gerir e gerar
A própria poesia do se viver.

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