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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Reptílico Nº 1

Gritou com a mulher.

Bateu a porta em sua cara. Que então, se pôs a sangrar.

A mulher jorrando o sangue no chão da cozinha.

Bateu-lhe um branco.

E ouviu a criança no quarto gritando.

Abriu a porta e a esmagou. Entre a porta e parede.

Criança sem capacete, quebrou-se os primeiros dentes.

Todos de leite.

Sangue jorrando do corpo espremido do filho entre porta-parede.

Bateu-lhe desespero.

Lançou então, o nenem, pela janela.

E voltou para a cozinha.

Espancou a mulher.

Sangrou ainda mais o chão da cozinha.

Escorregou no sangue de sua amada. Que estava menstruada.

E bateu-se com a cabeça no chão.

A tempo de morrer.

Graças a Deus, que um dia o criou.
E disse: crecei-vos e multiplicai-vos.
Eram agora uma família ainda maior.
Formada aos pedaços.
Orelha para um lado.
Olho arregalado.
Sangue coagulando.
E íntimo, expressionado!

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