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terça-feira, 13 de maio de 2008

Carta

Não se preocupe em perguntar

Isso é para mim?

É sim para você, portanto leia.

Ao atravessar a rua, tome cuidado. Os carros, hoje em dia, atropelam humanos feito bondes.

O sinaleiro, preste a devida atenção, fica mais leve do que parece quando venta.

E nesta cidade do Rio de Janeiro (ainda de dois milhões de habitantes?) têm ventado bastante.

Eu gosto de andar pelas ruas com você.
Gosto mesmo de esbarrar no seu casaco. É lã.
Lã é bom e aquece. E hoje faz tanto frio.
Por isso talvez o desejo de te abraçar.

Eu digo, sempre aos meus filhos, seja mesmo isso aí que você quer ser.

Porque eles inventam cada coisa e eu que não vou ficar pesquisando se é certo

ou errado.

É simplesmente o que é.
Simples, não?

Bom, realmente não posso demorar
Se eu deixar
não varro a casa
não ponho o lixo para fora

Se eu deixar
eu esqueço de nos lembrar
que há amor entre os dois
seres amantes

Enfim, agora é sério
preciso partir, minha parte
pedaço de mim
pedaço de fígado (quando tu és mole)
pedaço de rim (quando é ambíguoa)

Deixo um braço
um percalço
a minha companhia
e o meu ser
em compasso
com o seu





Diogo.

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