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sábado, 3 de maio de 2008

Subversão

Não é a original
É outra coisa
Sequer habitual

Não quer dizer o que quero
Não o preciso
Nem o que espero

Mas é força
É rompante
É decisão
Vontade plena
Acordada à madrugada
E meio mal vestida
Meio mal arranjada

Vontade assim
Desgrenhada
Nasce suja
E morre
Mal lavada,

Mas consumida
Desejada
Gozada e despedaçada
E no entre pernas
Despetalada.

É coisa assim nada a ver
É coisa vaga
Vulga
Vulva
Rala

Mas é precisa
É necessária
E se não fosse
Alguém mudaria o próprio rumo
Acaso soubesse estar ele noutra
Estrada
Noutra racha
Noutra vida
Antepassada?

É só um descarrego
A versão errada desse peito
A música quente no inverno seco
É impossibilidade
E o violão
Ali
Parado
Preso
Perdido
Desesperado.

Diz, ex...
Ardo!!!

Queimo a face
A ponta dos dedos
Achando ser cigarro
Eu fumo a própria pele
E já não posso acreditar
Ela não tem sabor

Ela perdeu a cor
O sangue nela secou
E o que ficou foram cinzas
Arranjadas
Disfarçadas
Cinzas bonitas
Acoroladas.

É o peixe pescado
Pela criança
E morrido
Sem razão
Sem sentido
Exceto o da diversão.

É a inveja do outro
Seu amigo
É o ciúme do peito
Sem rumo
Ou sentido.

É você me despindo
E eu te subindo
Você me apertando
E eu sustentando o céu
Enquanto você
Ruma em cima do meu
Prazer.

É um prosa em versos
Pois sou incapaz de articular,
Sou incapaz de acreditar que viver tenha que ser sempre esse chato e des-requentado “b” + “a”.

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