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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

fora

tudo fora
dentro
apenas o silêncio
os ruídos (espalhados)
nem roupa há mais.

tudo fora
de mim, para além
de paredes
portas
e caixinhas de cigarro.

hoje tudo fora
e no entanto
dentro (de mim)
esse soluço imenso
esse ato vago
de criar a cada esquina
alguma coisa
que intensifique o contato.

me encurralo.

não quero entreter,
eu me lanço contra a parede
e penso
sim, eu penso
como é que deve ser?

há uma forma?

alguma música inédita toca
eu não sei dizer
mas a vontade de recriar o mundo é tão grande
a vontade de diminuir a cegueira do sofrer
para somente deixar as dores
que precisam germinar
e crescer.

amanhã, quem sabe
hoje, mais tarde, talvez
eu não sei dizer.

sigo tentanto
como se tentando
eu pudesse também me ter
e me compreender,

no final das contas,
não é isso
não é nada disso
eu também me cego

no divertimento
que é tentar
te entreter.

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