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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Erro

nada me encanta mais do que o erro

nada mais me fascina do que a possibilidade de ultrapassar
sem ter freios

de atropelar sem consciência plena
do estrago
sobre o corpo ali esmagado
ali feito

peço espaço a ti

para errar não-eternamente
mas sim quando em jogo
quando em jogo estiver
lindo

e pleno

o erro

o erro

ele faz parte
é certeiro
me denuncia
e ameniza
me constrange
e revela
por inteiro

eu lhe peço,
deixe-me ferir seu rosto
com este espasmo
com este enredo
de corte
e fúria
de corte
e espelho

veja:

tudo aqui está meio ao meio
e isso é seguro
mesmo que não passageiro
isso respira
e é vivo
é seguro
posto traiçoeiro

deixa
que eu grito a possibilidade de ser outra coisa por conta disso
por conta disso que hoje não conseguimos fazer direito

o amanhã
só saberemos
por conta desta fagulha
incendiária
de desassossego,

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