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sexta-feira, 30 de julho de 2010

pipoque-se

pipoca, você salvou o meu dia.

mastigo seus milhos não todo estourados. sobrevivo nesse gosto meio opaco meio salgado.

os dedos transigem sobre as letras do teclado e nenhuma palavra é tão seca assim, estão oleosos.

quero mais. salvaste meu dia. olho agora de soslaio e descubro: há uma pipoca no chão
ainda não comida.

 

enter.

 

já não há mais. continuo nos milhos. que beleza, que suplício. escrevo numa só mão, enquanto a outra agita-se entre o pote de vidro e a boca. os dentes no auge de sua força. rompendo milhos, mil milhos, a língua sugando o sal e fazendo pressa nas letras que ambicionam dizer sobre isto, sobre este encontro, sobre esse início de madrugada que já se desesperava e ia se perder.

mas, não! ainda os mastigo. e deixo que um ou outro escape ao chão e vire segredo.

é o mesmo cd tocando desde cedo. mas você, pipoca, você veio e me levou com você. sem chance de retorno. eu só volto, porque volto agora melhor.

os últimos milhos mordidos. os dedos feito crianças se limpando no moletom preto antigo.

que prazer, pipoca.

uns morrem para que outros continuem vivos.

espero servir de morte para que alguém um dia permaneça vivo.

Um comentário:

Tua Filha Gosta! disse...

aquiiiiiiiiiiiiiiiiiii. :]

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