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sábado, 13 de fevereiro de 2016

O mais difícil

Por favor, amigo. Não escolha as palavras mais fáceis. Pense um pouco antes de dizer. O que foi aquilo? O que é isso do encontro quando ele realmente acontece?
Você vive a dizer essas palavras: encontro, experiência, troca etc. Mas quando isso lhe acontece, como você reage? Você realmente percebe o que acontece quando algo acontece com você?
Hoje, como vezes outras, diferentemente, mas como outras vezes, o encontro te assaltou. Tantos olhos te mirando, tantas lágrimas escorrendo, um ou outro sono, mas, essencialmente, o que foi isso que faz menos de uma hora aconteceu?
Diriam os teóricos ser o saldo de uma performance. Diriam os invejosos que estou a supervalorizar o acontecimento. Mas o que foi? Diga a mim, por favor.

Salto linhas. Preciso responder. Mas hoje, como ontem, quais palavras escolher?

Foi isso: um grupo de pessoas que ali foram ouvir e ver-me. Elas foram querendo, ou não, se entreter. Diversão. Outra versão, outro ponto de vista sobre aquilo que a vida nos acostumou a ler de poucos jeitos. Você expande a interpretação do outro, Diogo. Você precisa saber disso. E eu sei. Mas o que acontece quando o jogo é jogado de forma tão limpa e honesta? Eu nem tentei nada exceto o que ali, na minha frente, se anunciava. Poucas vezes fui tão curto e tão essencial.

Há uma coisa do tempo que passa. E quando você volta, faz de novo aquele gesto, conta de novo aquela história, enfim, algo de muito especial se revela. Você aprende a diferença na repetição de si mesmo. Só que eis o provável grande engano: você a cada dia é menos o que já foi e é mais o que está se tornando.

Não é nada. Não é nada. São apenas palavras escolhidas para tentar chegar mais junto do acontecimento que faz poucas horas me aconteceu.

Eu amo o meu trabalho.

Eu amo me render a você, caro desconhecido, moça que desconheço.

Eu amo estar aqui, desse jeito. Desse jeito. Amanhã já não importa mais.

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