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sexta-feira, 20 de março de 2015

Limiar

Não sei se vi
ou sonhei
Sei que senti
mas onde
não sei.

De forma uma
ou noutra
A sensação me aprisiona
e a vida agora
anda torta.

Não sei onde foi
mas eu senti
Eu senti uma maldade
a mim destinada

Eu senti uma maldade
tão grande
Que desejei o silêncio
do útero de outrora.

Maldade sua em desfilar
tranquilidade numa hora dessas
Tão imprópria,

Maldade sua por sorrir
mesmo quando o já sabido
É o fim de nossas horas.

Frente ao que senti
Senti mais e mais
Senti desejo físico
de sumir de ti
e não voltar jamais.

A sua presença me é ruim.
A sua presença virou para mim
apenas isso: ausência.

E de tão ausente, sua presença
aos poucos, vira esquecimento.
E do esquecimento, eu espero




















algo que nunca nome algum haverá de abarcar...

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