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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

expressas

- Eu acho que foi mirim.
- Sério. É bonito. Para de se achar feio.
- Eu decidi. Nesse ano eu paro de me boicotar. Eu preciso aceitar que às vezes isso que eu faço é maravilhoso. Gente, sério, é muito bom.
- Não, Mari, não rola. Você está sendo extremamente equivocada e rude com ele.
- Quem sabe amanhã. Não, hoje não. Hoje eu preciso terminar de escrever uma peça.
- Eu gostei. Quer dizer. Não. Eu achei confuso. Eu não entendi. Talvez eu não esteja bem.
- Você está bêbado.
- Eu estou chapado.
- Mãe, eu estou apaixonado. Quer dizer, eu tô fudido.
- Você é tão diferente de mim. Como é que eu consigo te aceitar?
- Os pêlos estão gritando. Soube que tiraram os acentos dos pêlos. Deve ser por isso que eles gritam.
- Não. Fica quieta. Quer dizer, fala. Você é muda. Não é, mas se faz. Caramba, você tá comendo o mundo e não devolve nada! Nem um arroto! Fala alguma coisa. Grita, faz!
- Você sabe que eu te quero, você sabe que eu preciso de você. Você sabe tudo e agora como faz? Eu não sou mais surpresa.
- Eu adoro coisas óbvias.
- Eu não tenho medo de extraterrestres.
- Eu tenho medo é do ser humano.
- Eu quero o horror.
- Você não sabe o que é isso.


Amizade. Da ordem das coisas mais essenciais. E sinceras.
              

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