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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Alguma tristeza, algum cansaço

Sei que é variável
Isso de certo, bom
Ruim, errado.
Sei que nada existe
Exceto o tempo.

Ainda assim
Aqui me venho
Tramando verbos
Para tramar
Cuidado.

Estou exausto
Exaurido, estou cansado.
Triste sim, triste enfim
Eu precisava escrever isto
Para pensar, enfim, o que
Fazer de mim.

O amor morreu cedo.
Minha desconfiança antes
Ao outro destinada
Hoje me consome.
Não confio
Nem pondero
Perder-se em mais um você
É deixar de ser.

Sou brusco.
As palavras me atropelam.

Sou roto
Sem rito
Sou torto
Cansado de estar cansado
Nem bem mais me sei.

Meus poemas
Que não são meus
Podem nunca findar.
E eu?
É querer demais
Se perguntar?

Que faço eu?
Que faço eu comigo?

Ouço as músicas
Danço envolto em solidão
Não, não sofro
Talvez seja esta minha potência
Minha constante revelação.

O mundo me machuca mais do que antes.
Hoje, mais que antes,
Eu amo a solidão.

Ela é quem me compõe.

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