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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Seu braço direito

Oh, moço
Olho a ti de soslaio
É que mirar-te por inteiro
É matar-se, precipitado.

Por isso vou devagar.

Olho um fiapo
Um pelo, uma nervura
Nem bem vejo tudo
Faço o vesgo.

E descubro
Que esse relógio
Em seu direito braço
Talvez seja mera distração
Para que não olhemos
Seu braço inteiro.

Isso sim daria confusão.

Mas, importa?
Não. Não mesmo.
Já já seu táxi estaciona
E eu deixarei de mirar seu braço
Para noutros, distintos,
Outras caronas pegar.

Tchau, moço.
Bonito relógio.
Bom dia.

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