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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Meus ombros

Passam bem, obrigado.
Um pouco tensos, eu diria
Muito tensos, de fato.
Feito colinas
Atingem o alto
Esbarram nos ouvidos
Feito ombreiras
De outro tempo
Já ido.
Meus ombros feito soluços
Manifestam o extemporâneo
Que sou quando o que sou
Se refaz a cada instante.
Meus ombros sustentam
Um mundo
Que por não ter vindo
Ainda
Não cessa de ser buscado
Por isso, sobem os ombros meus
Destemidos
Buscam meus ombros
O lá longe
O lá maior e mais distante
Meus ombros
Que só você há de apaziguar
Hoje te chamam
Querendo se possível
Ao seu lado dormir
Para de novo tal como na infância
Planície virar

Planície virar.

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