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sábado, 15 de novembro de 2008

Meu vício agora

Não vou mais falar de sol
de filhos de coração de solidão
do mar da rua ou da minha mão

Meu vício agora é alguma coisa
que desenho acordado
contra o fundo cru
dessa imensidão

MEU VÍCIO AGORA
É O PASSAR DO TEMPO
MEU VÍCIO AGORA
MOVIMENTO
É O VENTO
É VOAR
É VOAR

Tinha suspirado
não mais por conta de uma carta
não mais por nada exceto o cansaço que a desestruturava

Tinha suspirado decidida que dali para frente
nada seria como antes
tudo seria então diferente

Importava agora escolher
importava somente agora ser
e sendo a si mesma ela poderia dizer
eu escolhi
eu quis sorrir e ou sofrer
escolhi cada que conquistei
cada em que tropeçei
eu escolhi
porque a escolha foi você quem me fez

E mesmo assim
fica interessante não ser o avesso do que eu era antes
de agora em diante
FICAREI ASSIM DESEDIFICANTE

aos pedaços que não constroem prédios
aos cimentos que são maleáveis em meio ao vento
ao concreto que é macio
que é ruído e teto
ao mesmo tempo

agora

eu assim me faço completo
desestabilizando a mim mesmo
e sendo em mim o que eu quero
sendo em mim

apenas
aquilo
que eu
quero.

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