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domingo, 22 de janeiro de 2017

Não, não direi palavra alguma

Não é por direito
nem bem por escolha
Minha palavra
que hoje não veio nem virá
não me é ação
é apenas o que é

um Susto
tremendo
um Salto
indevidamente
intenso

Nem falo de ser direito
ou não
Nem questiono o fato
de sequer saber
se poderia
se deveria
se você gostaria
apenas

Saltou
Essa palavra muda
transparente de perplexidade
Sem interrogação
mas toda questão
Salto
Pulou
Sobrou

Foi o que de mim sobrou
depois do noticiário daquele dia.

O que a notícia está fazendo com a humana vida?

Não,
não direi palavra alguma
Vejo os homens matando homens
com o poder de suas palavras arranjadas

E eu
eu, logo eu,
sendo tomado por otimista
sendo rotulado de revolucionário
eu, comunista
eu, querendo que as palavras
sejam menos ordem
e mais ritmo
mais dança
menos lobotomia...

Não,
não direi palavra alguma
Apesar de já as ter dito
não disse
Isso é tudo sua projeção
Eu
Aqui

Você vê?

Não...

Não direi nada.
Cousa alguma.

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