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terça-feira, 11 de março de 2008

Aconteceu...

Eu te assustei ontem?
Não, eu só fiquei preocupado.
Desculpa, mesmo assim.
Fica tranqüila, de qualquer forma você deu conta sozinha.
Pois é, já estava na hora de eu controlar isso..
É, mas não precisa se colocar em risco pra provar.
Eu sei, não foi com essa intenção.
Espero mesmo.

Silêncio.

O que você tem nas mãos?
Estão meladas.
Por quê?
Eu cortei chuchu hoje cedo.
Você não sabe que tem que cortar debaixo d’água?
Eu não sabia...
Agora vão ficar assim, melosas...
Chuchulentas... Que nojo!
Depois passa.
Tudo passa, né?
Pois é, eu vou embora amanhã.

Silêncio.

Aqui, tudo de mais maravilhoso pra você, tá?
Obrigada.
Sério mesmo, aproveite cada segundo.
Eu vou poder estudar, finalmente.
Não separe as coisas. Viva tudo isso, tudo misturado mesmo...
Eu vou sentir saudades...
Eu já estou sentindo.
Mas eu tenho que ir, não?
Tem sim.
Não posso perder esse vôo de jeito nenhum.
Então vá. Beijos.

Silêncio.

Hoje eu acordei cedo. Estava me sentindo um pouco indisposto. Fui até a cozinha e lá me perdi. Esqueci que poderia ter feito café. Mas era você quem fazia isso. E eu nem lembrei que poderia fazer o café. Então voltei para o quarto e olhei o relógio do celular. Ainda era cedo e eu estava acordado. Ali no celular ainda era cedo e você sequer tinha me ligado. Então eu olhei para a cama. O sol já começava a queimar a sua extensão. Eu liguei o computador, coloquei uma de nossas canções e dormi novamente. Não houve sonho, nem descansar. No meu dormir eu queria mesmo era me matar. Era partir e ir para quem sabe com você encontrar. Mas acordei, um pouco depois, e o sol já queimava o outro lado da cama. O tempo tinha passado e sobre a mesinha, o telefone ainda mudo marcava o tempo que, cada vez mais, confirma a nossa separação.

Partida

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