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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Domingos,

Em especial,
Demoram mais
A amanhecer.

É como se o sono
A necessidade
De nublar-se do mundo
Persistisse.

Como se fosse
Imprescindível
Amar em silêncio.

Em silêncio
Para se ouvir melhor
A sinfonia
Do respirar
A claridade
Que só um bom sono
Em seu reduto escuro
Pode fornecer.

Por isso demoram mais
Esses domingos
A amanhecer.

Eu que resolvi não dormir
E espero agora
O domingo chegar
Naturalmente
Perdi-me das horas
E penso ser noite
Quando que horas
Será?

Não importa saber
Não importa medir
Importa agora
O silêncio
Os olhos fechados
O peito
Indo e vindo
E sob ele
Calmo
O coração,

A bombear essa vida
Que carece de
Descanso.

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