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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Táxi

Pego o terceiro táxi do dia
São apenas quatro e vinte e oito
Da tarde. É tarde para se atrasar.
Eu entro noutro táxi.
Pensando em quando vamos
De novo nos encontrar.

O motorista quer saber se o ar
Condicionado está bom.
Eu digo que sim

Eu nem sinto

Eu sou todo acontecimento.
A cerveja entre as coxas da perna
Entre o jeans
Onde estou indo?

Minha sombra junto ao corpo.

Eu queria estar aqui
Eu queria ir até lá
Eu quero. Eu vou.
Eu vou te encontrar.

Te escrevo
Que tal?
Eu escrevo
Nada mais isso. Isso é trivial.

A música troca. Ela toca.
Eu penso: com quantos laços
Cínicos se faz uma forca?
Poucos. Eu penso.
Não quero mais.

Os meninos cruzam as ruas.
Eu sou todo homem.
Um peso dilata minhas costas
Eu falo e outros silenciam.
Que violência isso da palavra, não?

Hoje, distinto de ontem,
Eu me sei aqui
Eu me vejo agora.

Fim.

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