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sábado, 24 de junho de 2017

Caixa

Sem proteção
Sem reserva
Uma calma, talvez
alguma coisa outra
Outra mesmo
enfim
Não saberíamos precisar
apesar da necessidade.

Sobre a mesa
esta caixa
Vocês conseguem ver?
Eles se entreolham
como se nessa caixa
pudesse algo haver.

Não há.
Nunca existiu.
A caixa é um convite
para o mundo que ruiu
se refazer
se desfazer
e guardar - nela, sim, nela -
aquilo que talvez importasse.

Hoje é domingo
sábado?
Domingo?
Como lidar com a falta de sorte?

Amanhã o dia será penoso.

De antemão, eles preparam
as ciladas para o asfalto negro.
É tarde, sentem fome
sentem medo.

A caixa, porém, sobre a mesa
nada sente.
Ela sabe
sentir é depender.

Por quê?
Eles se entreolham confusos.
Por que, humanidade?
Por quê?

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