Disseram, era filosofia,
que os abraços são
um tipo de conclusão.
Fiquei pensativo.
Porque o modo como eu abraço
causa-me confusão.
Disse um amigo, noutro dia,
abraça direito que horror
não sabe abraçar.
Fiquei pensando.
Não sei concluir, não sei,
não devo saber, não devo saber
como concluir.
O quê?
Uma vida?
A nossa, a minha, a minha, nossa, o quê?
Eu queria concluir essa e outras histórias.
Mas perco tempo demais escrevendo poemas
que depois de escritos
ninguém de nós lê,
nem eles.
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