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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Amanhã de novo

Tentarei, minutos antes,
encontrar algo que sirva
quase-honestamente
para te dizer que sim, mas que
mas que tem algo em mim
que não ajuda o rio
a correr.

Pensava num rio com calma
num rio feito cama, mas não
você não entenderia.

Tentarei, logo antes de entrar na sala,
desvendar um mistério profundo e profícuo
mistério onde morro onde vivo
desde que seus olhos
concordando com meu peito
ainda assim
nada fizeram para mudar o presente.

O presente persiste por cansaço
ou pela gente?

E aquilo que antes eu amava
viro crente?

Ter dito ainda assim não é ser ouvido.

Ouvir, ainda agora, é não saber.

Não sei, meu amor, e este poema
nem era para você.

E continua não sendo.
    

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