encontrar algo que sirva
quase-honestamente
para te dizer que sim, mas que
mas que tem algo em mim
que não ajuda o rio
a correr.
Pensava num rio com calma
num rio feito cama, mas não
você não entenderia.
Tentarei, logo antes de entrar na sala,
desvendar um mistério profundo e profícuo
mistério onde morro onde vivo
desde que seus olhos
concordando com meu peito
ainda assim
nada fizeram para mudar o presente.
O presente persiste por cansaço
ou pela gente?
E aquilo que antes eu amava
viro crente?
Ter dito ainda assim não é ser ouvido.
Ouvir, ainda agora, é não saber.
Não sei, meu amor, e este poema
nem era para você.
E continua não sendo.
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